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Apertem os cintos

Primeiro aeroporto para carros voadores do Brasil vai ficar na Zona Sudoeste. Saiba como funciona e confere as principais vantagens dos eVTOLs

Aquele futuro que a gente jurava que só chegaria em 2050 resolveu dar as caras antes, e estacionar logo ali, pertinho da Barra. A Zona Sudoeste do Rio vai olhar agora para o céu – e não vai ser para reclamar da chuva. O Aeroporto de Jacarepaguá, velho conhecido dos pilotos de helicóptero e executivos apressados, acaba de ganhar um novo título: será o primeiro aeroporto para carros voadores do Brasil.


Empresas do setor aéreo anunciaram uma parceria para a implantação dos primeiros vertiportos urbanos do Brasil, estruturas destinadas à operação de aeronaves elétricas de decolagem e pouso vertical, os chamados eVTOLs. Em bom português: não precisam de pista, não fazem barulho de avião antigo e prometem ser mais sustentáveis do que muita frota de carro “econômico” por aí.


A escolha não foi por acaso. Jacarepaguá fica estrategicamente colado aos grandes centros empresariais da Barra da Tijuca, onde o tempo vale ouro, o trânsito testa a paciência e o Waze costuma desistir antes do motorista. Nada mais lógico do que sair do asfalto congestionado direto para o ar, sem buraco, sem buzina e, principalmente, sem aquela freada brusca na Avenida das Américas.


Firmado entre a Pax Aeroportos (conces-sionária e operadora do terminal de Jacarepaguá) e a Urban V (empresa internacional especializada no desenvolvimento e operação de redes de vertiportos), o acordo visa a adaptação de áreas aeroportuárias já existentes no estado para receber esse novo modelo de mobilidade aérea.


De acordo com a Anac, essas estruturas precisam atender a requisitos mínimos de segurança, tecnologia e acessibilidade, tanto para os usuários quanto para as aeronaves. Também é considerada essencial a integração dos vertiportos à estrutura das cidades e aos sistemas de mobilidade urbana.


Como funciona o  eVTOL:

  • Propulsão Elétrica: Usa motores elétricos e baterias, reduzindo o impacto ambiental e o ruído.

  • Decolagem Vertical: Permite pousar e decolar em locais pequenos, sem a necessidade de pistas longas, como aeroportos.

  • Múltiplos Rotores: A segurança é aumentada por ter vários propulsores; se um falhar, os outros compensam.

  • Tecnologia Fly-by-Wire: Sinais eletrônicos controlam a aeronave, em vez de cabos, aumentando a precisão.

  • Automação e IA: Incorpora inteligência artificial e automação para um voo mais seguro e requer menos intervenção humana, simplificando o treinamento de pilotos. 


Principais Vantagens:

  • Redução de Trânsito: Desvia do tráfego terrestre, oferecendo rotas diretas.

  • Menos Poluição e Ruído: Totalmente elétrico, tornando-o ideal para ambientes urbanos.

  • Acesso a Áreas Remotas: Facilita o acesso a locais de difícil acesso. 

Status Atual:

  • Em Desenvolvimento: A tecnologia está avançada, com protótipos já voando e testes intensivos ocorrendo.

  • Regulamentação: Está em processo de certificação pela ANAC e outras agências, um passo crucial para a operação comercial.

  • Operação Prevista: Empresas como a Eve Air Mobility (da Embraer) visam iniciar operações comerciais por volta de 2027. 

 
 
 

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