Apertem os cintos
- afolhadobosque
- 4 days ago
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Primeiro aeroporto para carros voadores do Brasil vai ficar na Zona Sudoeste. Saiba como funciona e confere as principais vantagens dos eVTOLs

Aquele futuro que a gente jurava que só chegaria em 2050 resolveu dar as caras antes, e estacionar logo ali, pertinho da Barra. A Zona Sudoeste do Rio vai olhar agora para o céu – e não vai ser para reclamar da chuva. O Aeroporto de Jacarepaguá, velho conhecido dos pilotos de helicóptero e executivos apressados, acaba de ganhar um novo título: será o primeiro aeroporto para carros voadores do Brasil.
Empresas do setor aéreo anunciaram uma parceria para a implantação dos primeiros vertiportos urbanos do Brasil, estruturas destinadas à operação de aeronaves elétricas de decolagem e pouso vertical, os chamados eVTOLs. Em bom português: não precisam de pista, não fazem barulho de avião antigo e prometem ser mais sustentáveis do que muita frota de carro “econômico” por aí.
A escolha não foi por acaso. Jacarepaguá fica estrategicamente colado aos grandes centros empresariais da Barra da Tijuca, onde o tempo vale ouro, o trânsito testa a paciência e o Waze costuma desistir antes do motorista. Nada mais lógico do que sair do asfalto congestionado direto para o ar, sem buraco, sem buzina e, principalmente, sem aquela freada brusca na Avenida das Américas.
Firmado entre a Pax Aeroportos (conces-sionária e operadora do terminal de Jacarepaguá) e a Urban V (empresa internacional especializada no desenvolvimento e operação de redes de vertiportos), o acordo visa a adaptação de áreas aeroportuárias já existentes no estado para receber esse novo modelo de mobilidade aérea.
De acordo com a Anac, essas estruturas precisam atender a requisitos mínimos de segurança, tecnologia e acessibilidade, tanto para os usuários quanto para as aeronaves. Também é considerada essencial a integração dos vertiportos à estrutura das cidades e aos sistemas de mobilidade urbana.
Como funciona o eVTOL:
Propulsão Elétrica: Usa motores elétricos e baterias, reduzindo o impacto ambiental e o ruído.
Decolagem Vertical: Permite pousar e decolar em locais pequenos, sem a necessidade de pistas longas, como aeroportos.
Múltiplos Rotores: A segurança é aumentada por ter vários propulsores; se um falhar, os outros compensam.
Tecnologia Fly-by-Wire: Sinais eletrônicos controlam a aeronave, em vez de cabos, aumentando a precisão.
Automação e IA: Incorpora inteligência artificial e automação para um voo mais seguro e requer menos intervenção humana, simplificando o treinamento de pilotos.
Principais Vantagens:
Redução de Trânsito: Desvia do tráfego terrestre, oferecendo rotas diretas.
Menos Poluição e Ruído: Totalmente elétrico, tornando-o ideal para ambientes urbanos.
Acesso a Áreas Remotas: Facilita o acesso a locais de difícil acesso.
Status Atual:
Em Desenvolvimento: A tecnologia está avançada, com protótipos já voando e testes intensivos ocorrendo.
Regulamentação: Está em processo de certificação pela ANAC e outras agências, um passo crucial para a operação comercial.
Operação Prevista: Empresas como a Eve Air Mobility (da Embraer) visam iniciar operações comerciais por volta de 2027.



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