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Olho eletrônico da Prefeitura ajuda a prender criminosos

11 minutes ago
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Premiada internacionalmente, a CIVITAS monitora veículos em tempo real, reforça a segurança na Barra da Tijuca e desarticula quadrilha na Zona Sul

Desde que foi criada a CIVITAS (Central de Inteligência, Vigilância e Tecnologia em Apoio à Segurança Pública), da Prefeitura do Rio, não para de entregar resultados positivos. Após conquistar a medalha de bronze na categoria “Inovação em Tecnologia em Cidades” do Seoul Smart City Prize 2025 — a principal premiação global de cidades inteligentes, a CIVITAS segue dando auxílio de primeiro mundo para a Polícia Civil do Rio de Janeiro. O sistema rastreia automóveis suspeitos ou envolvidos em crimes (como roubos, furtos e sequestros), como, por exemplo, na região da Barra da Tijuca e Jardim Oceânico, enviando alertas imediatos para as forças policiais. Dessa vez, o êxito foi desarticulação de uma quadrilha ligada ao Terceiro Comando Puro (TCP), responsável por realizar roubos e furtos na Zona Sul da cidade.


O sistema da Prefeitura do Rio reuniu, por quase um mês, provas ligando o suspeito Yago dos Santos Domingos, conhecido como “Mega” ou “Negão da Sahara”, a pelo menos quatro crimes nos últimos dias e ainda correlacionou sua atuação ao TCP. Segundo a Polícia Civil, Yago é responsável por observar a movimentação nas ruas e identificar oportunidades para cometer crimes.


A CIVITAS monitorou em tempo real os registros de circulação da motocicleta usada por Yago dos Santos Domingos e, depois de um alerta em tempo real emitido pela central, ele foi preso no Leblon, na tarde de quinta-feira (15/10). A moto foi incluída no Cerco Eletrônico da Prefeitura do Rio no dia 22 de setembro, a pedido da Polícia Civil. Neste período, gerou 103 alertas em tempo real para os agentes responsáveis. O histórico de circulação permitiu reconstruir trajetos e cruzar registros de diferentes ocorrências. As análises ajudaram a colocar o acusado na cena dos crimes e a entender como ele se movimentava e agia.


Referência internacional

Vale lembrar que o reconhecimento da premiação da CIVITAS Rio coloca o Rio de Janeiro como referência internacional no uso de tecnologia e dados para apoiar a segurança pública, em um grupo que reuniu iniciativas de Dubai, Hong Kong, Pequim, Kuala Lumpur, Londres e Rabat.


Os relatórios da CIVITAS Rio conectam suspeitos, veículos e ocorrências e são auditáveis, o que dá ainda mais subsídio para investigações e processos judiciais. A Central atua sob demanda oficial das forças de segurança e do sistema de Justiça.


Em janeiro de 2026. a Prefeitura do Rio inaugurou a nova sede da Central de Inteligência. O sistema de monitoramento com câmeras da cidade passou a funcionar em uma nova base na Cidade Nova, Centro, no prédio do Centro de Operações e Resiliência do Rio (COR-Rio).


O espaço ocupa quase um andar inteiro do prédio e funciona 24 horas por dia. A previsão é de que o montante total de investimento no serviço chegue a cerca de 800 milhões em 2028. O valor anual empregado na central era de R$ 16 milhões em 2024.

 

 
 
 

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