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O gogó de ouro da Colina

Updated: Jan 19

Morador da Barra, ele é a voz do Vasco no campeonato carioca

A 126° edição do Campeonato Carioca de futebol começa nesta quinta e São Januário, a casa do Vasco, contará mais uma vez com a atuação do jornalista Tiago Alves (foto), como voz oficial. Depois de ser o locutor do estádio entre os anos de 2015 e 2018, o profissional que também apresenta programas culturais nas emissoras públicas Rádio MEC e Tv Brasil, retornou ao posto no segundo semestre de 2023, após quase três meses da interdição do “Caldeirão” no Campeonato Brasileiro.


Será dele, morador do complexo Américas Blue, na Barra da Tijuca, a responsabilidade de informar e contribuir para animação dos torcedores em mais uma temporada. A estreia do Gigante da Colina será contra o Boavista, nestabquinta-feira, 18 de janeiro, às 19h30m. E nós batemos um papinho com essa fera! Confere...


Qual a sensação de ser a voz de um estádio tão importante?

"Não dá para dimensionar. Primeiro porque sou muito vascaíno. Quando criança era mascote e entrava de mãos dadas em campo com os jogadores. É um trabalho afetivo porque meu pai (o intérprete de sambas-enredo Paulinho Mocidade) me fez amar o Vasco. Mas, ao mesmo tempo, exige muita concentração e profissionalismo. Chego cedo, tomo café na Barreira, passo o texto, estudo as pronúncias. Depois desse domínio, temos a missão e a responsabilidade de informar ao torcedor tudo que acontece durante o jogo, e também abastecemos a imprensa. É da cabine que saem as informações dos cartões, das substituições, da renda e de tudo que acontece. É uma honra poder defender um microfone que foi do locutor Jaguaré por mais de 50 anos, acredita? Eu era criança e ficava admirado com ele na social. Naquela época a locução era de lá. Atualmente nossa cabine fica na parte superior da arquibancada, próximo às cabines de rádio. Procuro sempre no início usar o bordão dele, que era o “Atenção, vascaínos”, em forma de respeito, homenagem e admiração.


Como foi o retorno para trabalhar no clube?

"O departamento de operações dos jogos, que atua diretamente com a gestão da SAF (Sociedade Anônima do Futebol), sentiu a necessidade de dar um caráter mais profissional à função. Desde que saí, por conta de mudanças políticas em 2018, não existiu um profissional para o posto que pudesse se dedicar integralmente. Foi então que surgiu a indicação do ex-diretor de comunicação Felippe Costa e graças a Deus deu tudo certo. Encontrei uma equipe muito especial, pra lá de dedicada e que trabalha por amor ao Vasco".


Qual foi o jogo da sua volta?

"Vasco 5 x 1 Coritiba. Cenário melhor impossível. Foi a volta do Vasco à casa. São Januário ficou quase três meses interditado e a ansiedade da torcida era muito grande. O estádio estava lotado! Foi uma atuação apoteótica do time. Ainda bem, facilitou o meu retorno. Confesso que estava ansioso, mas antes fui convidado também para fazer a locução do Vasco 1 x 0 Atlético-MG, no Maraca, no lugar do Sérgio Luiz (locutor oficial do Maracanã) que teve um compromisso familiar no período da manhã (o jogo foi às 11h), então quando cheguei na cabine de São Januário consegui controlar um pouco a emoção".


Como é a dinâmica de cada jogo na cabine de locução?

"Chego em média três horas antes da partida começar. É um trabalho totalmente em equipe, em conjunto com o setor de operações dos jogos, o departamento de marketing e as operações de áudio e telão. Digo que o sistema audiovisual do estádio precisa estar bem alinhado. Ali, todos somos iguais em prol do Vasco. Damos as boas-vindas aos torcedores, as informações de arbitragem, escalação e todo o desenrolar do jogo. Na hora do gol, e quando vencemos, a animação no microfone é garantida, mas é preciso também compreender cada fase da partida e, principalmente, conhecer o público-alvo da mensagem enviada, ou seja, o que o torcedor gosta de ouvir e o momento oportuno. Neste caso ter também formação em publicidade e propaganda me ajuda muito".


Destaca um momento especial neste retorno?

"Com toda certeza o jogo dramático contra o Bragantino no Brasileirão, onde a vitória garantiu a nossa permanência na primeira divisão. Parecia a comemoração de um título. A torcida do Vasco é muito apaixonada, nunca foi modinha. Naquele jogo puxei o “Casaca” no fim. Foi emblemático. Tenho certeza que teremos um ano de 2024 melhor e com ambições muito maiores. Acho que algum título virá. Nossa torcida merece e muito. Já estou ansioso para a estreia contra o Boavista nesta quinta-feira (18/01, às 19h30m)".


Tiago na cabine de SJ


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