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Violência toma conta do Bosque Marapendi

Updated: Apr 21, 2022

Moradores são atacados diariamente nas proximidades do Città America, Downrown, Barra Prime, Ponte Lúcio Costa e Canal de Marapendi

Uma enxurrada de assaltos e cenas de violência tomaram conta do Bosque Marapendi. Os relatos recebidos pela Folha do Bosque nos meses de março e abril não deixam dúvidas: A bandidagem tomou a região de assalto.


Moradora do condomínio Portal da Barra, Mariana Trigo conta que, diariamente, de sua janela, presencia diversos roubos no viaduto localizado em frente ao Downtown, que dá acesso para a Avenida Armando Lombardi. Na sexta, 15 de abril, ela testemunhou a sua própria manicure sendo assaltada.


“Ela foi agredida, caiu no chão, e levaram o celular dela”, conta Mariana. “Geralmente, os assaltos são praticados por dois bandidos que andam com uma garrafa quebrada nas mãos. Nos últimos dias presenciei eles assaltarem um rapaz que estava de bicicleta. Jogaram ele no chão e levaram o seu celular. Vi ainda eles roubarem a bicicleta elétrica de uma moça, que quase foi arremessada no canal. Eles assaltam e depois atravessam a Avenida das Américas na direção do Downtown. Meu condomínio já chamou a polícia várias vezes, mas não adianta. Quando eles chegam, já é tarde demais. Isso, quando aparecem”, completa a moradora.


Nas fotos acima, dá para ver como ficou o braço da manicure. O braço do morador de um condomínio próximo ao local, entretanto, ficou muito pior. Residente do Barra Golden, ele reagiu, no mês passado, a um assalto na saída do condomínio Barra Prime Offices. Conseguiu pegar o bandido que havia roubado a carteira de sua mulher, mas caiu no chão. Teve que ir direto para o hospital e corre o risco de ficar com sequelas irreversíveis no seu ombro direito.


Relatos de assaltos na saída do Barra Prime também passaram a ser frequentes. Até a rua sem saída próxima ao local, a Jornalista Henrique Cordeiro - um dos poucos lugares que o morador da Barra ainda podia caminhar com tranquilidade - também entrou na rota dos bandidos.

Até o editor da Folha, Luiz Neto, se viu no meio da violência, dia desses.

“Eu caminhava tranquilo pela rua, por volta de 19h, quando notei um policial andando no meio do asfalto. Ele me disse, de repente. “Pára que ele está atrás da árvore”. Até que passou um tempo e um homem apareceu gritando que não havia feito nada. Um carro da polícia que vinha do final da rua fechou o sujeito, chegando a bater na parede. Após muita correria e confusão a polícia capturou o meliante”, relata Neto.

Em frente ao Città America, pedestres e motoristas também são atacados com freqüência. Vídeos com flagras de assalto aos motoristas chegam a todo instante à redação e são publicados no Istagram da Folha.


“Os meliantes ficam na estação BRT e descem para assaltar quem está nos pontos de ônibus, carros, ou caminhando entre o Città e Downtown. Presenciei isso no próprio sábado, 9 de abril”, disse um morador.


Localizada no meio do Bosque Marapendi, a Praça Pimentinha parece que se transformou numa espécie de ponto de encontro dos assaltantes.


“O lugar está completamente abandonado e virou esconderijo de pivetes agressivos. A praça está sem iluminação, suja e com meliantes misturados com moradores de rua”, denuncia a moradora Jolie Motta.


“Está tendo uma reunião de mendigos ali?”, perguntou o jornalista Mario Marques, antigo morador da região, que esteve aqui dia desses visitando a redação da Folha.


“A praça está mesmo um abandono total. Os pivetes ficam na estação BRT escolhendo as vitimas que atravessam a rua. Eu quase já fui assaltada várias vezes. Consegui escapar porque corri entre os carros”, relata outra moradora.


A escuridão no local também joga a favor dos assaltantes. O apagão é frequente na subida das duas pontes do Canal de Marapendi e no entorno da própria praça Pimentinha.

Próximo do Bosque Marapendi, na altura da passarela que vai em direção ao metrô, segundo uma moradora do condomínio Sunset, um homem armado rendeu todas as pessoas que estavam no ponto de ônibus roubando os celulares de todas as vítimas.


“O bandido ainda obrigou todos a entregarem os aparelhos desbloqueados, falando que ele estava apenas fazendo o trabalho dele”, disse a moradora.

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