Tem trono do Game of Thrones na Praia do Pepê

Autor da réplica símbolo da série famosa vive há 23 anos debaixo do castelo construído por ele próprio

Aproveitando o lançamento da última temporada da série "Game of Trones", o escultor Mizael Matolias, que vive há 23 anos abaixo do castelo construído por ele próprio na Praia do Pepê, recriou um dos símbolos do filme na frente do seu castelo. O lugar que já contava com um trono e uma coroa de rei para as pessoas tirarem fotos, conta agora com o famoso trono de ferro. Qualquer pessoa pode sentar e tirar a foto. Uma caixinha para contribuições fica do lado do trono, mas o pagamento não é obrigatório. A HISTÓRIA DO HOMEM QUE MORA NUM CASTELO DE FRENTE PÁRA A PRAIA

Com coroa de rei na cabeça, Marcio Mizael Matolias assume a majestade para atrair curiosos e posa de boa vontade para fotos com cetro em punho, no trono que instalou em frente ao seu castelo praiano, nas areias da Praia do Pepê. Nascido há 44 anos em Duque de Caxias, Mizael hoje mora no castelo construído por ele próprio, num dos calçadões com o metro quadrado mais caro da cidade. Ele tem vista livre para o Atlântico, vizinhos nobres e uma quadra de vôlei no quintal.


Abaixo do castelo construído há 22 anos, Mizael vive num espaço protegido de desabamentos por sacos de areia e pilares de madeira. Com cerca de 3 metros quadrados, o quartinho possui sacos de dormir e prateleiras de livros nas paredes.

O banheiro fica no posto dos Bombeiros, a 30 metros dali. “Tenho um quartinho na Tijuquinha também”, revela.


Mas o que “Castelinho”, como é conhecido pelos moradores, gosta mesmo de fazer é pescar e devorar livros. Quando o encontramos na praia, ele trazia nas mãos o romance “Eternidade por um fio”, do escritor britânico Ken Follett. Mas há uma obra que ele não esquece, mesmo porque já a leu quatro vezes: “Capitães de areia”, de Jorge Amado. “Retrata bem a vivência de rua, os sentimentos de egoísmo e solidão”, diz o rei, que vive de bermuda e sem camisa.


De tanto receber doações de livros, montou uma biblioteca no calçadão. “É a biblioteca real, Quem quiser pegar para ler pode levar. Se quiser deixar uma contribuição, eu agradeço, mas também, se não quiser, não tem problema. O importante é que mais pessoas tragam livros para cá. O conhecimento tem que ser espalhado. Livro tem que bater asas. O rei está decretando: parem de acumular livros em casa”, diz ele, que, com 14 anos, acumulava mais de 15 mil livros numa rua de Leblon.

© by A Folha do Bosque

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