Abandono chega ao fim após mais de meio século

Depois de 50 anos, terreno de frente para a praia vai ganhar condomínio residencial

Desde que a Barra começou a se desenvolver urbanisticamente, em 1970, e, principalmente, desde a inauguração da Ponte Lúcio Costa, em 1998, que quem passa por este terreno localizado ao lado do condomínio Atlântico Sul faz a mesma pergunta: O que vai ser construído aqui? E no alvorecer de 2022, finalmente, a RJZ Cyrella traz uma resposta para o enigma de 12.502,90 m2. A construtora vai erguer no local um residencial com quatro blocos de prédios de cinco andares.


O estande abre no dia 26 de janeiro para a visitação. Entre apartamentos de 2, 3 e 4 quartos, estão 28 gardens (apartamentos no térreo), 120 unidades e 18 coberturas lineares. O m2 deve variar em torno de R$ 20 mil


No desenho do projeto aqui na Barra, um dos maiores escritórios de

design do mundo, o Yoo – referência internacional em interiores desde os anos 2000. Parceiro da Cyrella, o Yoo anuncia um projeto à frente do seu tempo. Tem sido assim em Miami, Panamá, Hong Kong, Viena e, desde 2015, no Brasil, quando o Yoo se alinhou com a Cyrella.


Nada mal para um terreno que pertencia a Desenvolvimento Engenha- ria, do empresário Múcio Athayde e já foi foco de dengue, serviu de escon- derijo para bandidos, recebeu veículos desgovernados e assustou os moradores com o abandono. Raramente a capina era feita no local e logo o mato voltava a crescer.


Na edição impressa da Folha do Bosque de julho de 2004, batemos um papo com quatro funcionários da Desen- volvimento Engenharia que capinavam o terreno com uma foice cada um. Eles trabalhavam de segunda a sexta, de 7h às 16h, e recebiam R$ 420 na carteira para fazer o serviço e sair do local cheios de picadas de marimbondo.