A imperatriz das roupas íntimas

Fundadora da Sleep Time, Ana Maria desenha camisolas desde os 13 anos e salvou a família da falência com a sua confecção


É preciso começar cedo para se transformar na imperatriz das roupas íntimas da Barra e da Tijuca. E Ana Maria Soares Couto, fundadora da Sleep Time Lingerie, com apenas 13 anos, já

desenhava modelos de camisola, que a sua avó costureira transformava em lindas peças. Ela havia se mudado para Murié, em Minas, um pólo industrial de roupa íntima, e tomou gosto pela coisa. Quando vinha para o Rio vendia as peças para as suas tias.


Quando os postos de gasolina do seu pai precisaram ser fechados na cidade para a construção de uma autoestrada foi a confecção de Ana que salvou a família do incêndio. Disse para o pai não se desesperar porque a produção de roupas que funcionava no quarto dela viraria uma confecção de verdade. “Ia para o quarto todos os dias e chorava escondido com medo de não dar certo”, lembra a empresária.


Imediatamente, porém, lojas com Mesbla, Casas Pernambucanas e Sloper se tornavam suas clientes. “Tinha acabado de montar um mostruário e o meu primeiro cliente comprou toda a minha produção”, recorda.


Em 2001, ela abriu na Tijuca a sua primeira loja. A Sleep Time virou febre no Shopping 45, onde faz sucesso até hoje. Logo, Ana investiu em outra ponta, a Maternity, um braço da Sleep no mesmo shopping com roupas de gestante e bebê. Abrir outra Sleep Time aqui na Barra da Tijuca, bairro onde mora, era questão de tempo. E em 2010 nascia a Sleep do Città America.


Suas lojas atravessam a pandemia graças a fidelidade dos clientes. As entregas feitas pelo seu enteado, Marcelo Cerqueira, que também empenha o seu suor nas lojas, são garantia de boas vendas.“Não cobramos taxas de entrega. É hora de carregarmos os clientes no colo. O Marcelo sai de manhã para entregar máscaras na Barra e na Tijuca e sóretorna de noite”, conta.


Ana aproveita e avisa que a loja conta com presentes mais do que especiaispara o Dia das Mães. Vale conferir, afinal, essas peças têm história...